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Bastante entusiasmado o presidente da Coomic, Raimundo Lopes, anunciou para a próxima segunda-feira, dia 12, o primeiro passo a ser dado para o inicio dos trabalhos de pesquisas geológicas na área dos 629 hectares pertencente à cooperativa. A primeira providencia, segundo o presidente, é reunir com todos os superficiários da área numa reunião que terá a participação dos geólogos da Grifo Geologia e diretores da Coomic a ser realizada, as 10 horas, no escritório avançado da cooperativa na cidade de Curionópolis.
Raimundo Lopes afirmou que grande parte desses superficiários trata-se de fazendeiros que estão dando todo apoio ao projeto, que depois das pesquisas, será tocado pela fusão entre Grifo e Coomic que levará o nome de Cutia Mineração S/A. O presidente da Coomic afirmou não ter nenhuma duvida de que a parceria realizada com a aprovação do contrato na ultima assembléia da cooperativa para a pesquisa e exploração mineral da área do ex-garimpo da Cutia, dará bons frutos ao conjunto da sociedade.
Raimundo Lopes está também confiante de que a sua insistência junto ao Ministério de Minas e Energia para que a Vale libere as análises geofísicas e geoquímicas das amostras e dos testemunhos de sondagens, realizados nas áreas da Coomic, terá um resultado positivo, já que o ministro Edsion Lobão mandou convidar o presidente da Vale para uma reunião com os presidentes das cooperativas para tratar do assunto.
“Se obtivermos os testemunhos dos furos que foram realizados pela Vale em nossa área, já é um grande caminho andado, o que facilita bastante para a nossa parceria”, aponta Raimundo Lopes. Depois da reunião que os técnicos e diretores da Coomic terão com os superficiários, haverá uma visita na área para os primeiros levantamentos. Uma empresa de sondagens geológicas será contratada para a retirada de amostras do subsolo por perfuração, bem como irão realizar pesquisas à superfície em busca por minérios e compostos específicos. As sondagens geológicas podem ser concluída em dois anos.
De acordo com um dos técnicos envolvido no projeto, isto poderá envolver análises químicas para determinar a composição das amostras de minério. Depois das propriedades minerais serem identificadas, o próximo passo é o de determinar a quantidade de minério existente. Isto envolve a determinação da extensão da jazida, bem como o grau de pureza do minério e calcaular a quantidade de minério presente no depósito.
A partir do momento em que a identificação do mineral e da sua quantidade está rezoavelmente determinados, o próximo passo é o de determinar a viabilidade de explorar o depósito mineral. Um estudo preliminar, logo após a descoberta do depósito, examina as condições do mercado, como as da oferta e da procura do mineral, a quantidade de minério que terá de ser extraída para se obter uma determinada quantidade do mineral e os custos associados à operação.
Depois da extensão total do depósito ser conhecida e examinada pelos geólogos, o estudo de viabilidade examina o custo do investimento no capital inicial, os métodos de extração, o custo da operação, o tempo estimado para retorno do investimento, a remuneração bruta, a margem líquida de lucro, possíveis lucros futuros, tempo de vida total da reserva, o valor total da reserva. São também considerados o impacto ambiental e a recuperação paisagística.
Se por um lado o presidente da Coomic, Raimundo Lopes, acompanha tudo de perto e se interessa intensamente para conhecer os meandros dos trabalhos que serão desenvolvidos pelos técnicos da Grifo na área da cooperativa , por outro, ele também se interessa na busca de aprimorar o seu conhecimento na área administrativa mineral. Ontem ele desembarcou em Belém para participar de um seminário sobre “administração de empresa mineradora”, curso oferecido pelo SEBRAE. Como se vê, Raimundo Lopes está no caminho certo ganhando o respeito e a confiança de toda a sociedade.